sábado, 23 de julho de 2022

 VELHA REPÚBLICA – 1889 À 1930

REPUBLICA DA ESPADA (1889 -1894). O QUE É ESSA REPUBLICA? ESPADA É UMA ARMA MILITAR. PORTANTO, SÃO OS MILITARES QUE GOVERNAM O BRASIL NESSE PERIODO: MARECHAL DEODORO DA FONSECA E FLORIANO PEIXOTO. 

NESSE PERÍODO TIVEMOS A SEGUNDA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. POR QUE ELA É TÃO IMPORTANTE? SÃO TRES PODERES: EXECUTIVO, LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO. FEDERALISMO: ESTADOS E GOVERNO FEDERAL. OS ESTADOS TEM MAIS AUTONOMIA EM RELAÇÃO A UNIÃO. O BRASIL ABANDONOU AO PADROADO (LIGAÇÃO COM A IGREJA CATÓLICA) E PASSOU A SER UM ESTADO LAICO, OU SEJA, RESPEITO AS OUTRAS RELIGIÕES. 

 TEM A QUESTÃO DO VOTO PARA MAIS DE 21 ANOS, ALFABETIZADO; MULHER NÃO VOTAVA E NEM ALFABETIZADO. O VOTO ERA ABERTO PARA TODO MUNDO. VOTO DO CABRESTO. A POPULAÇÃO DO BRASIL ERA DA ZONA RURAL E QUASE TODOS ERAM FUNCIONÁRIOS DE GRANDE FAZENDEIRO. O FAZENDEIRO, OU CORONEL, CONSEGUIA CONTROLAR OU MANIPULAR O VOTO DAS PESSOAS. SE NÃO VOTASSE NO CANDIDATO DO CORONEL, O ELEITOR SOFRIA SEVEROS CASTIGOS DOS CAPANGAS.

FLORIANO PEIXOTO ABRE O PROCESSO ELEITORAL NO BRASIL. AGORA, O POVO VAI ESCOLHER O SEU PRIMEIRO PRESIDENTE DO BRASIL. PRUDENTE DE MORAES TORNA-SE O PRIMEIRO PRESIDENTE CIVIL DO BRASIL. É UM SISTEMA DE OLIGARQUIA. QUEM É A OLIGARQUIA? OS CAFEICULTORES DE SÃO PAULO. E DENTRO DESSA REPUBLICA OLIGARQUICA INICIA-SE A POLITICA DO CAFÉ (SÃO PAULO) COM LEITE (MINAS GERAIS). OS DOIS ESTADOS MAIS RICOS DO BRASIL PASSAM A MANDAR NA POLITICA DO BRASIL. 

ENTÃO O PARTIDO REPUBLICANO PAULISTA E MINEIRO, PASSAM A INDICAR O PRESIDENTE DO BRASIL. ORA O PRESIDENTE ERA PAULISTA, ORA ERA MINEIRO. CAMPOS SALES ESTABELE A POLITICA DOS GOVERNADORES: O CORONEL QUE É O CAFEICULTOR COLOCAVAM SEUS ELEITORES PARA ESCOLHER SEUS GOVERNADORES, OS GOVERNADORES O PRESIDENTE. UM AJUDAVA O OUTRO.

CONVENIO DE TAUBATE (1906) SE O CAFÉ ENTRASSE EM CRISE, O GOVERNO FEDERAL IRIA AJUDAR OS CAFEICULTORES. COMO? COMPRANDO OS PRODUTOS DOS CAFEICULTORES. COM A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL, 1914 A 1918, OS PAISES REDUZEM A COMPRA DO CAFÉ BRASILEIRO. LOGO, O GOVERNO TERIA QUE COMPRAR O CAFÉ EXCEDENTE. 

EM 1929, COM A CRISE DA BOLSA DE VALORES EM NOVA YORKE, OS ESTADOS UNIDOS PARAM DE COMPRAR O CAFÉ BRASILEIRO. LOGO, O GOVERNO BRASILEIRO TEVE QUE COMPRAR O CAFÉ EXCEDENTE DOS CAFEICULTORES.

EM 1903 TEM O TRATADO DE PETROPOLIS. A BOLIVIA VENDEU O ACRE PARA O BRASIL, POR 10 MILHÕES DE LIBRAS ESTERLINAS. NO ACRE HAVIA MUITA SERINGUEIRA, DE ONDE TIRAVA O LATEX, PARA CONFECÇÃO DE PNEUS. LOGO ESSA REGIÃO (PARÁ, ACRE, AMAZONAS) FICOU MUITO RICA, ERA MUITO DINHEIRO QUE A BORRACHA PRODUZIA NA REGIÃO. 


Em 1902 HOUVE A REVOLTA DAS VACINAS. QUE FOI UMA REVOLTA DE CARÁTER POPULAR QUE ACONTECEU NO RIO DE JANEIRO EM 1904. SUA MOTIVAÇÃO FOI A INSATISFAÇÃO POPULAR COM A CAMPANHA DE VACINAÇÃO OBRIGATÓRIA CONTRA A VARÍOLA IMPLANTADA NA CIDADE POR MEIO DE OSWALDO CRUZ. HOUVE GRANDE DESTRUIÇÃO MATERIAL E SALDO DE 31 MORTOS.

 


 

quinta-feira, 21 de julho de 2022

 A Independência dos Estados Unidos 

As colônias americanas são de povoamento. Tem as colônias do sul, colônias centrais e as colônias do Norte. A primeira a ser fundada foi a da Virginia por John Rolfe que iniciou a plantação de tabaco, em 1610, Dez anos depois, chegaram os peregrinos, fugindo de perseguição religiosa e se instalaram mais ao norte, Massactusetts.  

Entre 1756 e 1763 ocorre uma guerra chamada, “Guerra dos Sete anos’. Envolveu várias nações europeias. Um dos blocos era encabeçado pela Inglaterra, outro era encabeçado pela França. Eles disputavam território, como o Canadá e havia uma disputa por peles de animais. No final, os ingleses ganham a guerra da França (ganham a guerra com ajuda dos colonos). 

Com o final da guerra, a Inglaterra havia gastado muito dinheiro. Aliás, toda guerra gasta-se muito dinheiro. Então, agora, os ingleses precisavam de impostos. Arrecadar impostos de quem? Dos ingleses? Não! Mas das colônias inglesas. Portanto, as trezes colônias americanas são alvos dessa cobrança abusiva de impostos. Causando uma grande insatisfação aos colonos americanos. 

O primeiro imposto é a lei de 1764, chamada Lei do Açúcar. As treze colônias americanas podiam consumir açúcar de qualquer lugar, menos fora da Inglaterra. Todo açúcar que vinha de fora era taxado a preços mais altos.

O segundo imposto é a lei do selo 1765. Qualquer produto ou material impresso deve ter um selo britânico. Um jornal teria que ter o selo impresso. O selo era pago, é era caro.

O terceiro imposto é a lei do chá 1773. Foi o estopim de todo o movimento para a independência dos Estados Unidos. Antes podia comprar o chá de qualquer lugar do mundo, agora, com essa lei, somente podia comprar da Inglaterra.

Por causa dessa lei do chá os colonos americanos fizeram a revolta chamada Boston Tea Party (Partido do chá de Boston), em dezembro de 1773, no porto de Boston, Massachusetts. Os colonos revoltados disfarçados de índios invadem o Porto de Boston e lançam as caixas de chá ao mar. O exemplo de Boston foi seguido no sul, na Carolina do Sul e em Nova York.

Devido a esse fato o rei George, rei da Inglaterra, lança as leis intoleráveis, em 1774. Ou seja, tolerância zero para a população das treze colônias.

Lei do aquartelamento – os colonos deveriam hospedar oficiais ingleses em suas casas (casacas vermelhas). O objetivo era evitar qualquer tipo de conflito e rebelião. Causando uma certa indignação aos colonos.

Fechamento do Porto de Boston. Agora não tem mais negócio, mais comercio. Enquanto, que os colonos não pagassem pelo chá derramado no mar, o porto permaneceria fechado.

Os colonos, por causa de tudo isso que está acontecendo, fazem o primeiro congresso da Filadélfia, em setembro de 1774, os representantes das treze colônias declararam intoleráveis os atos aprovados pelo parlamento Britânico.

Agora, no Segundo Congresso Continental, em maio de 1775, novamente na Filadélfia, o fazendeiro George Washington, da Virginia, foi nomeado Comandante Geral do Exercito Revolucionário. Agora, inicia com a Inglaterra uma guerra pela independência das treze colônias. 

Os principais lideres da independência americana são George Washington. Foi fazendeiro e comandou as tropas dos colonos contra as casacas vermelhas; que era um exercito muito bem preparada, viera de muitas guerras. 

O segundo líder da independência americana foi o Thomas Jeferson. Aliás, ele redigiu a declaração da Independência dos Estados Unidos. Foi ele que disse: “Quando no curso dos acontecimentos humanos, torna-se necessário um povo dissolver os laços políticos que o ligam...”; ela foi escrita em 04 de julho de 1776. Então, ele teve um papel importante na história americana. 

O terceiro líder da independência americana foi o Benjamin Flankin. Ele participou ativamente das idéias da libertação das colônias do domínio britânico. E, foi ele, que fez a ponte com a França para os ajudar na independência do seu povo. Os franceses ajudaram com homens, navios e armas de guerra. 

Depois de muitos conflitos, em 1783, a Inglaterra assinou um acordo, reconhecendo a independência das treze colônias.

terça-feira, 16 de novembro de 2021

 Deus e Eu – Ex. 3.1-14

Introdução:  “Ignorância acerca de Deus, tanto de seus caminhos como da prática da comunhão com ele, está na raiz de boa parte da fraqueza da igreja em nossos dias...Hoje, consiste em coloca-lo certa distancia, se não negá-lo completamente... cristãos modernos, preocupados em manter práticas religiosas em um mundo irreligioso, permitiram, eles próprios, que Deus se tornasse distante... membros da igreja que olham para Deus pela extremidade errada do telescópio ...pigmeus” J.I.Pacher, O conhecimento de Deus.  

A advertência do falecido teólogo sobre cristãos pigmeus que reduziram Deus teria sido relevante para os israelitas no Egito. Os israelitas se multiplicaram, mas foram escravizados. No entanto, os capítulos 1 e 2, mal fazem menção ao nome de Deus. Em Êxodo 2.23, o clamor dos israelitas chega a Deus, mas o texto NÃO afirma que dirigiam esse clamor a ele. Em resposta ao clamor que sobe, contudo, agora Deus diz: “Eu desci” (Ex 3.8).

Hoje, as pessoas gostam de definir Deus à sua maneira. Pense naqueles que dizem: “Não sou religioso, mas sou espiritual”, ou “creio que Deus seja semelhante a ...” Na verdade, o que estão dizendo é: “Não quero que ninguém me fale o que pensar a respeito de Deus. Decidirei por minha conta como ele é. Eu o (a) imaginarei como me parece melhor” 

Contudo, Deus não é um conceito que podemos moldar conforme nossa vontade. Deus é. Deus é uma realidade – a realidade suprema. Portanto, nessa passagem, Deus diz: “Eu sou o que sou” (Ex 3.14). Deus define a si mesmo. Deus – e não nossa imaginação – determina e anuncia quem ele será e como ele será.  Mas, afinal, como ele é? Quem ele é?

1)    Acima de nós

Enquanto Moisés cuida do rebanho de seu sogro, vai parar no deserto perto de Horebe (Ex 3.1). Ali, bem uma sarça em chamas (v.2). Costumamos chama-la “sarça ardente”. Mas a única coisa que sabemos ao certo a seu respeito é que ela não estava ardendo! “Embora a sarça estivesse em chamas, não era consumida pelo fogo”. Ou seja, o fogo não estava queimando a sarça. Um fogo com frequência nos atrai para perto dele, e esse fogo atrai Moisés (Ex.3.3).

Em seguida, Deus chama Moisés de dentro dela: “Moisés! Moisés...não se aproxime. Tire as sandálias dos pés...” (Ex 3.4-5). É necessário que Moisés remova suas sandálias. Uma pergunta: Por que? O texto responde: “Pois o lugar em que você está é terra santa” (Ex 3.5). O termo “santo” significa “diferente” ou “separado”. Deus não é semelhante a nós. Ele é santo, glorioso, majestoso.

Depois, Deus se revela como Deus. Até aqui, Moisés se depara com uma sarça que fala, mas agora é informado: “Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó” (Ex 3.5). O impulso natural e imediato de Moisés é esconder o rosto, “pois teve medo de olhar para Deus”. Essa é a reação correta, pois em êxodo 33.20 Deus dirá a Moisés: “Voce não poderá ver minha face, pois ninguém poderá ver minha face e continuar vivo”. ATÉ MESMO OS GLORIOSOS SERAFINS, QUE NÃO TEM PECADO ALGUM, COBREM O ROSTO NA PRESENÇA DE DEUS (IS 6.2). DEUS ESTÁ ACIMA DE NÓS. 

2)    Em nosso meio

Veja, porém, o que Deus diz a Moisés nesse encontro: “De fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito, tenho escutado o seu clamor, por causa dos seus feitores, e sei quanto estão sofrendo” (Ex 3.7). Deus está acima de nós, mas também está em nosso meio. Só daremos valor a sua presença conosco se, primeiro, nos enchermos de temor reverente de sua superioridade. Deus está presente no meio de seu povo, mesmo que seu povo não perceba sua presença. Está próximo o suficiente para ver, ouvir e se preocupar. 

A maioria de nós sabe como é sentir-se esquecido por Deus. Voce clama por causa do seu sofrimento, como fizeram os israelitas (vs. 7-9). E tem a impressão, talvez como eles tiveram, de que Deus não ouve ou não se importa. Mas Deus diz: “...tenho visto... tenho ouvido...estou preocupado”. Aliás, Deus vai além: “Eu desci” (v.8).

Pode-se dizer que ele arregaçou as mangas para se envolver com a história do seu povo. Vai salvar o seu povo a fim de poder  leva-los “para uma terra boa e vasta, onde há leite e mel com fartura”, como prometeu (v.8).  Agora, a parte difícil para Moisés é Exodo 3.10: “Agora, portanto, vai. Eu te envio ao Faraó, para que tires meu povo, os israelitas do Egito”. Eis a questão: “Tenho visto... tenho ouvido... estou preocupado”. No entanto, VOCE ESTÁ DISPOSTO A SE COLOCAR NA BRECHA, SENDO MEU INSTRUMENTO?

3)    Quem sou eu?

“Moisés, porém, respondeu a Deus: Quem sou eu para ir ao Faraó e tirar os israelitas do Egito”? (Ex 3.11). Ele sente inadequado em razão de sua fraqueza (“quem sou eu”), do poder do Faraó (“para ir ao Faraó”) e do tamanho da tarefa (“e tirar os israelitas do Egito”). 

Quem sou eu? Hoje a identidade se tornou liquida e maleável. Antes, sua identidade era determinada pelo lugar em que você havia crescido e quem seus pais eram. Agora, porém, podemos nos inventar e reinventar quase que diariamente. Mudamos de carreira. Mudamos de um lugar para outro. Temos identidades online. A desintegração da família, da identidade nacional e da crença em Deus significa que nos tornamos a própria medida de nossa vida.

Para Moisés, o questionamento de sua identidade foi desencadeado por uma tarefa que ele sentiu incapaz de realizar. Hoje, certas identidades construídas tornam-se intensas demais. A incidência da depressão está mais alta que nunca, o que se deve, em parte, à fragilidade de nossa percepção de quem somos, que nos leva a avaliar e reavaliar constantemente nossa identidade e lidar com a incapacidade de viver à altura dela. 

Portanto, a pergunta chave é: “Quem sou eu?” E a resposta de Deus é: “estarei com você” (v.12). Deus está dizendo a Moisés que sua identidade está ligada à identidade de Deus. Moisés pergunta: “Quem sou eu para ir a Faraó?” Mas, Deus diz: “Estarei com você”. Deus é quem faz a diferença. Moisés não precisa de mais autoestima (“você consegue, você é forte, você foi “filho da filha de Faraó”, etc, etc), mas precisa de mais consciência da presença de Deus. “Não há nada que diga a verdade a nosso respeito como cristão tanto quanto nossa vida de oração” Martin L. Jones 

Conclusão: “Eu sou o que Sou”

Moisés diz: “Quem sou eu?” E Deus afirma: “Estarei com você”. O que nos leva à pergunta: Quem é Deus? Quem é o “eu” que estará com Moisés? “Suponhamos que eu vá aos israelitas e lhes diga: O Deus de seus pais me enviou a vocês, e eles perguntarem: Qual é o nome dele? Que lhes direi?” Portanto, Deus revela seu nome a Moisés: “Eu sou o que sou. É isso que você deve dizer aos israelitas: Eu sou me enviou a vocês” (Ex 3.14).

No versículo 15, “Eu sou o que sou” revela seu nome: “O Senhor”. Esse é o termo “YHWH” ou com as vogais “YAHWEH”, esse termo é usado 6700 vezes no Antigo Testamento, enquanto que “Elohim” aparece 2500 ocorrências no Antigo Testamento. “Eu sou o que sou”, pode ser traduzida das seguintes formas: 

“Eu sempre fui quem eu sempre fui”. O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó (Ex 3.6), sempre agirá de forma coerente com seu histórico. É o mesmo Deus que apareceu para Abraão em Ur dos Caldeus, é o mesmo Deus de Isaque, o mesmo Deus de Jacó, o mesmo Deus de José. É o Deus da aliança.

“Eu sou o que sou”. Deus define a si mesmo, em vez de ser moldado por outros ou por seu relacionamento com eles. Deus não é limitado por fatores externos. Nada nem ninguém podem obriga-lo a ser ou fazer algo contra sua vontade. Contudo, Deus é limitado por seu caráter e por suas promessas.

“Eu serei o que serei”. Deus determinará o futuro ou Deus será aquilo que importa no futuro. Ele é o Alfa e o Omega. É o que Deus que era, é, e há de vir. 


Bibliografia

Bíblia Sagrada - Nova Versão Internacional - Editora Hagnos
Êxodo para Você - Tim Chester - Editora Vida Nova 
A maldição do Cristo Genérico - Eugene Peterson - Editora Mundo Cristão

 

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

 Bíblia Católica X Bíblia Protestante

A Bíblia é a Palavra de Deus, é a bússola do cristão, é o mapa da nossa jornada espiritual. Então, todos os dias, devemos meditar, orar e perseverar em sua leitura. Agora, conforme, falamos em aula, existe uma pequena diferença entre a Bíblia Católica e a Bíblia evangélica,  uma diferença de 7 livros.

Tudo começou em 1517, por um monge chamado Martinho Lutero. Era alemão e vivia na cidade de Wittenberg. Em 1510, foi enviado à Roma, para prestação de conta. Quando chegou lá, ficou escandalizado diante da vida luxuosa, desregrada e corrupta do alto clero e do Papa, na época Leão X. além disso, se revoltou também com a venda da Indulgencias, ordenada pelo santo pontífice. Nas indulgencias, quem pagasse pelo documento, recebia o perdão dos pecados e a salvação dos parentes que estavam no purgatório, diziam “antes da moeda tilintar no cofre da igreja, a alma saia do purgatório e ia ao paraíso”.

Então, em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero rompeu com a igreja católica. A partir daqui, vão surgindo, aparecendo, diversas denominações ligadas ao movimento da reforma protestante. Também, Martinho Lutero fez a tradução da Bíblia para o alemão, retirando alguns livros, ou, sete livros, que estavam na versão católica, que são: livro de Tobias, Judite, primeiro e segundo Macabeus, Sabedoria e Eclesiástico e profeta Baruque.

Agora, na versão evangélica, ficaram somente 66 livros. Sendo que são 39 livros do Antigo Testamento e 27 livros no Novo Testamento. No Antigo Testamento, temos algumas divisões: Pentateuco, são os cinco livros de Moisés; livros históricos, são 12 livros de relatos da história de Israel; livros poéticos, são 5 livros de poesia; profetas maiores, 5 livros, maiores pelo fato da extensão dos capítulos e, 12 profetas menores.

Agora, o último livro do Antigo Testamento é Malaquias e o primeiro livro do Novo Testamento é Mateus. Aqui tem mais uma teoria. De Malaquias à Mateus são 400 anos de história. É o período em que a Grécia, na pessoa de Alexandre, o Grande,  e seus generais, execraram domínio sobre toda essa região do mundo. Então, alguns estudiosos, chamam esse período “séculos de silêncio”. Nesse tempo, nenhum profeta foi levantado por Deus para profetizar. Então, por isso, que os evangélicos questionam a autenticidade dos 7 livros.

Agora, o Novo Testamento, é dividido em: evangelhos, são quatro, Mateus, Marcos, Lucas e João; História, Atos dos Apostolos; 13 cartas de autoria do apostolo Paulo; 8 cartas de epistolas diversas e, o livro de Apocalipse, o livro da revelação, o livro das últimas coisas. Não há diferença entre a Bíblia Católica e a evangélica, quanto ao Novo Testamento, são os mesmos livros, o mesmo conteúdo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

 A VIAGEM DO MAYFLOWER 

No século XVI, cruzar o Oceano Atlântico era uma aventura maior que participar de uma viagem espacial nos dias de hoje. Atualmente, quando os astronautas são lançados ao espaço, contam com uma infraestrutura em terra que monitora cada setor da nave, desde sua partida até seu pouso final. 

Os navegadores daquela época dependiam de condições atmosféricas favoráveis, alguns instrumentos de navegação – como bússola, quadrante, sextante, etc – e uma grande coragem. Não foi diferente com tripulantes e passageiros da embarcação Mayflower, quando, no dia 06 de setembro de 1620, deixaram a Inglaterra em direção ao Novo Mundo, mais precisamente para o que hoje é o território dos Estados Unidos da América.



Muitos dos passageiros do mayflower eram puritanos que, por questões religiosas, abandonaram sua pátria, Inglaterra, em busca de outro lugar para viver. Tais pessoas ficaram conhecidas, a partir de 1799, como “pais peregrinos” ou simplesmente “peregrinos”. O novo lar foi encontrado na América, distante mais de cinco mil quilômetros da Inglaterra. 

Chegaram em 11 de novembro de 1620, ancorando em Cape Cod, situado no atual estado de Massachusetts, onde os peregrinos fundaram o povoado de Plymouth. Quando chegaram frente ao inverno rigoroso que se aproximava fez com que saíssem à procura de água e comida na parte costeira da floresta, já que os mantimentos trazidos na viagem estavam acabando.

A preocupação de obter mais mantimentos foi expressa por um dos líderes do grupo, quando perguntou: “O que podiam perceber senão uma região selvagem, nefanda e desolada”. Ou seja, para os peregrinos, o lugar desconhecido parecia ameaçador. E no decorrer daquele inverno, quase metade da população morreu de doenças, de fome e frio.

A tragédia só não foi total porque os peregrinos receberam ajuda dos indígenas da tribo Wampanoag, especialmente de um deles, chamado Squanto. Ele pertencia à tribo Pawtuxet, que fora exterminada pelas doenças trazidas pelos europeus, por isso passou a morar com os wampanoag. Seus conhecimentos da língua inglesa se deviam aos 14 anos que vivera na Inglaterra, após ter sido raptado para trabalhar como marinheiro. Os índios ensinaram os peregrinos a pescar, caçar e cultivar o milho. 

No outono de 1621, os peregrinos decidiram agradecer a boa colheita que tiveram. Então, realizaram um banquete e convidaram o chefe da tribo que os ajudara, juntamente com 90 guerreiros. A festa que durou três dias, passou a ser comemorada anualmente e recebeu o nome de “Dia de ação de graças”.  Atualmente, a celebração acontece na quarta quinta feira do mês de novembro, quando a maioria das famílias norte americanas se reúnem para um jantar. Os pratos servidos são peru, vegetais da época de outono e tora de abobora. 

                          

 1) POR QUE NO SÉCULO XVI ERA TÃO DIFICIL CRUZAR O OCEANO ATLÃNTICO?

2) QUANDO  O NAVIO MAYFLOWER SAIU DA INGLATERRA E QUANDO DESEMBARCOU NA AMÉRICA DO NORTE?

3) POR QUE PURITANOS?

4) O QUE ACONTECEU COM OS PEREGRINOS QUANDO CHEGARAM NO NOVO CONTINENTE?

5) O QUE OS INDIOS FIZERAM PELOS PEREGRINOS?

6) POR QUE E QUANDO OS AMERICANOS COMEMORAM O DIA DE "AÇÃO DE GRAÇAS"?

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

 Maria Quitéria, primeira soldada e heroína da Independência

Apesar de Dom Pedro I ter declarado a Independência do Brasil no dia 7 de setembro de 1822, tropas portuguesas seguiram ocupando e atacando terras brasileiras. Após muitas batalhas, os lusitanos foram expulsos definitivamente no dia 2 julho de 1823, data em que é celebrada a Independência da Bahia. Nesses embates em terras baianas, uma figura se destacou: a de Maria Quitéria de Jesus Medeiros. 



Nascida em 27 de julho de 1792, em São José das Itapororocas, atual município de Feira de Santana (Bahia), Maria Quitéria fugiu de casa, disfarçou-se de homem e lutou contra os portugueses, numa época em que às mulheres era esperado  apenas obedecer ao pai ou ao marido e cuidar da casa e dos filhos.

Sua coragem e as habilidades demonstradas nos campos de batalha fizeram dela, não apenas a primeira mulher soldado do Exército brasileiro, mas uma heroína da Independência da Bahia e do Brasil.

Morreu aos 61 anos, sem gozar do reconhecimento ou do prestígio da francesa Joana D´Arc, por exemplo, a quem costuma ser comparada. Em 1996, por decreto presidencial, recebeu o título de Patrona do Quadro Complementar de Oficiais do Exército.

Quem foi Maria Quitéria

Filha primogênita de Gonçalves Alves de Almeida e de Quitéria Maria de Jesus, Maria Quitéria perdeu a mãe aos 10 anos, assumindo desde cedo a casa e o cuidado de seus dois irmãos.

Não chegou a frequentar escolas. Naquela época, as jovens sertanejas aprendiam apenas a cozinhar e cuidar da casa, sendo poucas as que sabiam ler e escrever. Desde cedo, no entanto, a menina demonstrava aptidão para usar armas de fogo e habilidade para a caça e para a montaria.

Em fevereiro de 1822, com o início de batalhas pela Independência na Bahia, em resistência à dominação portuguesa, buscavam-se voluntários para integrar as tropas brasileiras. Maria Quitéria, então, pediu autorização ao pai para, disfarçada, lutar em defesa da Pátria. Ele negou prontamente, dizendo que “mulheres fiam, tecem e bordam; não vão à guerra”.

A filha, porém, desobedeceu-lhe. Fugiu para a casa de uma irmã, cortou o cabelo, vestiu as roupas do cunhado, José Cordeiro de Medeiros, e apresentou-se ao Regimento de Artilharia como Soldado Medeiros.

Dias depois, foi descoberta pelo pai, que solicitou sua retirada do batalhão. O comandante, no entanto, não quis perder a habilidosa combatente. Aos 30 anos, Maria Quitéria tornava-se a primeira mulher a entrar em combate pelo Brasil. Lutou e triunfou em diversas batalhas, conquistou o respeito dos companheiros e influenciou outras mulheres, formando e liderando um grupo feminino.

Reconhecimento e homenagens

Em 2 de julho de 1823, quando foi celebrada a expulsão definitiva dos portugueses, em data que marca Independência da Bahia, Maria Quitéria marchou com o batalhão, sendo saudada e homenageada pela população.

Depois, embarcou para o Rio de Janeiro, onde foi recebida por Dom Pedro I e recebeu o título de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro, em reconhecimento à bravura e à coragem com que lutara contra os inimigos da Pátria. Atendendo a uma solicitação de Maria Quitéria, o imperador fez uma carta pedindo que Gonçalo perdoasse a desobediência da filha.

Quando retornou a sua cidade natal, foi recebida com grande alegria pela família e pelos amigos, que queriam ouvir sobre seus feitos e suas histórias de batalhas. Casou-se com o antigo namorado, Gabriel Pereira de Brito, com quem teve uma filha, Luísa Maria da Conceição.

Após o falecimento do pai e, depois, do marido, Maria Quitéria foi viver em Salvador com a filha. Lá, morreu no anonimato, vítima de uma inflamação no fígado, em 21 de agosto de 1853, aos 61 anos.


BANDEIRAS DO BRASIL



quinta-feira, 17 de junho de 2021

 REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA 1817


Olá, meus alunos do oitavo ano, espero que tudo esteja bem com vocês.

Estamos falando de revoluções que ocorreram no Brasil na época colonial. Vimos a inconfidência mineira, que aconteceu em Minas Gerais em 1789; a conjuração baiana em 1798, com a morte de quatro baianos. Agora, vamos observar a revolução Pernambucana que ocorreu em 1817 na cidade de Recife, Estado de Pernambuco. 


                                                               RECIFE EM 1817

Vamos entender primeiro a chegada da família real ao Brasil. De 1799 à 1815, Napoleão Bonaparte era o imperador francês mais temido. Ele era conquistador, tipo Alexandre o Grande na Grecia Antiga, ou Julio Cesar, nos tempos de Roma. Enfim, Napoleão queria contar tudo e todos. Então, no finalzinho de 1807 os seus soldados invadiram Portugal, mas Dom João VI e uma comitiva de 15.000 mil pessoas tinham rumado em direção ao Brasil. 


Então, a família real chega ao Brasil em 1808, com isso todas províncias foram sobrecarregadas com mais impostos. Como Pernambuco era a vaca leiteira das províncias do Brasil, a coroa começou a cobrar impostos para sustentar o gasto de toda corte (aliás, que corte, quinze mil pessoas!), para sustentar a guerra da cisplatina e, para custear a taxa de iluminação pública da cidade do Rio de Janeiro. Enquanto, que o Pernambuco vivia com as ruas escuras e esburacadas. 


Agora, meus alunos, havia uma certa divisão social em Recife. Há os escravos que trabalhavam nas fazendas de algodão e açúcar, os portugueses que tinham todo o privilégio sobre o comércio e, os mazombos, ou seja, os brasileiros livres e nascidos no Brasil. Esse povo Pernambuco era corajoso, destemidos, aliás, eles derrotaram os holandeses no século XVI, e os mandaram de volta para casa.

Como vimos nas conjurações mineira e baiana, havia influencias externas, principalmente da Revolução Francesa, com o seu lema: liberdade, igualdade e fraternidade. E, como na Bahia, em Pernambuco havia a maçonaria, que era um local para homens importantes, como comerciantes, padres, fazendeiros, juízes, etc. Reuniam-se constantemente para debater a política e seus desmandos. Os principais personagens da nossa revolução de 1817 são: Domingos José Martins, comerciante e capixaba; Cruz Cabugá, um negro livre; padre João Ribeiro, o ideólogo do movimento, e outros. 


                                              Domingos Martins - líder 

Esses homens organizaram uma revolta em Pernambuco no dia 06 de março de 1817. Mas, a revolta foi delatada, como as outras conjurações. No entanto, o soldado José de Barro lima, conhecido como “leão coroado”, por causa da sua extensa barba, pegou sua espada e matou o capitão da policia de Pernambuco. Iniciando, assim, a Revolução de 1817. O povo pobre da cidade ficou do lado dos revoltados, e o exército foi derrotado, o governador de Pernambuco fugiu para o Rio de Janeiro. 



Os revolucionários montaram um governo provisório e estabeleceram alguns princípios:

Proclamação da República na Capitania de Pernambuco;

Estabelecida a liberdade de imprensa e a liberdade de credo;

Os impostos criados por D. João VI foram abolidos;

Instituição do princípio dos três poderes (executivo, legislativo e judiciário);

Aumento no soldo dos soldados;

Manutenção do trabalho escravo.

A criação da bandeira de Pernambuco. O sol representa o clima quente; a cruz, a igreja católica; o arco íris, fraternidade; três estrelas, representando Pernambuco, Paraíba e Rio grande do Norte, que haviam aderido à revolta. 



No entanto, o Rei Dom João VI enviou seus soldados à Pernambuco para acabar com essa revolta que durou até 20 de maio de 1817, quase dois meses. O exército revolucionário foi derrotado. E os lideres tiveram punições exemplares. Nove pessoas foram enforcadas e quatro pessoas foram fuziladas. O líder, Domingos Martins, foi fuzilado; o capitão José de Barros Lima “leão coroado” teve as mãos e a cabeça decepada, e seu corpo foi arrastado pelas ruas de Recife.



Assim, meu caros, alunos, terminou essa revolta em Pernambuco.