sexta-feira, 8 de maio de 2026

 Quantas repúblicas o Brasil já teve? 

De acordo com o site do Senado federal brasileiro, foram cinco as repúblicas (ou períodos republicanos) que o país já teve em sua história – o último deles se estende até a atualidade.  

Republica velha (1889-1930). 

Após a queda do imperador, o Marechal Deodoro da Fonseca primeiro assumiu a chefia do Governo Provisório e entre suas medidas iniciais estavam o banimento de Dom Pedro II e sua família do território nacional. Marechal Deodoro da Fonseca também foi o primeiro presidente republicano do país – eleito por voto indireto. Esse período é chamado também de republica CAFÉ COM LEITE, que foi a predominância dos estados de SP e MG, na presidência do Brasil.

A Era Vargas ou Segunda República (1930-1945).

O segundo período republicano brasileiro teve como comandante Getúlio Vargas, um político nascido no Rio Grande do Sul que teve diversos mandatos como presidente. O primeiro período político comandado por ele começa em 1930 e, a partir de 1937 Vargas instala uma ditadura no país que se estende até 1945.

República Nova ou Terceira República (1945-1964) 

Getúlio Vargas assumiu novamente a presidência, desta vez de 1950 a 1954, ano em que se suicidou. Já em 1956, é eleito o político mineiro Juscelino Kubitschek, responsável pela mudança da capital federal do Rio de Janeiro para Brasília, uma cidade totalmente construída do zero no Centro-Oeste brasileiro.

A Ditadura Militar (1964-1985) 

Inaugurado em abril de 1964, o governo ditatorial militar no país durou 21 anos com intensa repressão a seus opositores, informa o site do Senado. oram cinco os presidentes militares que se sucederam nesse período, encerrado com a passagem do posto presidencial de João Baptista Figueiredo

Nova República surgida com a redemocratização (1985 - até hoje) 

Com a Nova República – em funcionamento até hoje no país – se aprovou também uma nova Constituição (a Constituição cidadã de 1988), e começaram a acontecer novamente as eleições diretas para presidente.  Esse período republicano começou oficialmente quando o vice-presidente eleito José Sarney assumiu a presidência do Brasil, após a morte do cabeça de chapa, Tancredo Neves

 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

 A história de Tiradentes 


Para entendermos a história de Tiradentes temos que ir para Minas Gerais, no século XVIII. Durante o auge do ciclo do ouro a região chegou a produzir mais de quinze toneladas de ouro por ano. Cidades cresceram por todos os lados, gente vinda de todos os cantos do Brasil e de Portugal em busca de ouro. Vila Rica se tornou uma das cidades principais da América.

Mas a riqueza não ficava no Brasil, ia para Portugal. O rei de Portugal controlava tudo, todo ouro encontrado. O imposto era o quinto, ou seja, vinte por cento de todo ouro extraído. Com o tempo, isso deixou de ser suficiente, agora, Portugal passou a exigir uma cota de cem arroubas de ouro, cerca de mil e quinhentos quilos por ano. Não importava a produção real, se esse valor não fosse atingido, entrava em cena a derrama. Na prática, era uma cobrança forçada. Autoridades podiam entrar nas casas, tomar seus bens, recolher objetos de valor e cobrar o que faltava à força. 

Com o tempo o ouro foi diminuindo e a pressão de Portugal continuava aumentando, até que em Vila Rica começou a insatisfação. Muitos cidadãos começaram a se reunir para questionar, criticar as decisões do rei de Portugal. É aqui que surge nosso personagem: Tiradentes, ou, Joaquim José da Silva Xavier. Ele não era da elite mineira, era alferes (baixa patente militar), também trabalhava como dentista, comerciante e tropeiro. Estava sempre andando e conversando com as pessoas. Falando sobre independência, impostos altos, uma possível ruptura com Portugal. 

Mas havia uma diferença entre ele e os outros revoltosos: os poderosos de Vila Rica conspiravam contra o rei de Portugal (cochichavam entre eles), enquanto Tiradentes expunha abertamente seus pensamentos ao povo da cidade. 

O que eles queriam? Criar uma república independente em Minas Gerais, acabar com os impostos abusivos, assumir o controle político da região. Mas, não queriam libertar o Brasil de Portugal e muito menos, libertar os negros da escravidão. Porque a maioria dos inconfidentes eram fazendeiros e dependiam da mão de obra escrava. Fizeram até a bandeira da inconfidência mineira, cujo tema era: “Liberdade ainda que tardia”. 


Mas, Joaquim Silvério dos Reis, um dos revoltosos (poderosos), devia cerca de 220 contos de réis a coroa portuguesa. Então o que ele fez? Delatou todos os inconfidentes em troca do perdão da dívida! Em março de 1789, procurou o governador de Minas Gerais e revelou tudo, falou todos os planos dos revoltosos. A reação foi imediata: todos foram presos, a maioria recuou, negou, mas somente Tiradentes manteve sua palavra, não retrocedeu.  Ele assumiu, manteve suas ideias. Ele foi preso em maio de 1789, passou três anos na prisão, foi interrogado repetidamente; já os outros conjurados minimizaram sua participação.

Em abril de 1792, veio a sentença: enforcamento. Em 21 de abril de 1792 além de ser enforcado foi esquartejado, seu corpo foi exposto em diferentes lugares de Minas Gerais. Como lembrete: quem se levantar contra o rei de Portugal teria o mesmo fim!